sexta-feira, 6 de julho de 2007
Culpa, pena…penumbra
Ah! Quero mover-me mais depressa! Saber para onde vou!
O mundo está nas tuas mão! Devolve-mo! Se tiver que ser magoada, que não seja por ti.
E não, não vou por aí! Não quero ir por aí! Não me chamem! Não me chorem!
Quem chora hoje sou eu! E aclamo o meu nome! O teu, escrito em meus olhos, não é mais que uma mísera alucinação. Voltaste? Ah! Para mim não. Continuas lá. Eu haveria de sobreviver. Eu hei-de sobreviver. Move-te mais rápido se queres acompanhar-me. Vá, move-te. Eu vou hoje mover-me mais rápido! E sobreviver! E subitamente um pedacinho do Mundo já está nas minhas mãos.
Não, já disse que não! Nego-me a ir por aí. Afirmo-me. Não preciso, não quero que tentes salvar-me. Pesadelo? Não é um pesadelo. Eras tu, coisa. Mas deixarás de ser. Podes tocar-me. Mas não me farás fria como tu. Chove? Muito, ainda. Mas levantei um guarda-chuva. Ainda que rompido e rasgado, tenho-o, e vou usá-lo.
A tua imagem não é tua. E não te diz para onde ir. Não sou eu que estou perdida. És tu. Pára! De te agarrar a quem vês. Vê-te a ti mesmo, agarra-te a ti mesmo. Deixa-me. Deixa-nos. Liberta-te e liberta-nos. Se preferia não ter crescido, agora que não posso ser criança de novo, anseio crescer em liberdade, em espírito, engrandecer-me.
Nego-me por aí. Afirmo-me por aí.
Procura-te! Eu também me procurei.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Vieste para assolar e aniquilar. Para que seres como eu se perdessem algures por aí!
Ah...mais que um mero mortal! Vieste para eu te querer! E eu quis-te! E agora quem se assola sou eu.
A canção repete-se, ao som de guitarras e tambores. Palavras nocivas. Actos nocivos.
Tremendo isolamento!
Comprimidos para a loucura? A alienação e insânia que se apossam de mim não advieram da minha tenra idade. Foste tu, coisa, doença cruel e pungente, que me concedeste a debilidade para me auto-reprimir e aquilatar.
E agora? Levaste-me contigo e já nem sabes onde me guardaste. Nem queres saber.
Segura-me. Ou então larga-me de uma vez.
domingo, 1 de julho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
endereçado. "desde um dia"
não despega.sempre. desde um dia. maldito dia. malditos meses. malditas conversas. tenho saudades, de qualquer forma. de muita coisa. até de acreditar, acho eu. mas tenho mais saudades da altura em que não acreditava, e não dava importância, em que nem chovia, até. em que via aquilo no olhar de outro alguém (que não tu. esse alguém sim, tinha brilho!) que, entretanto, vai desaparecendo.
sábado, 23 de junho de 2007
Enfim...

nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham! nham!
Chiclet.Ora bem, uma chiclete. Pode ser de morango, mentol, tutti-fruti,maçã, ou até coca-cola. E há ainda as do epá (como a que estou a mastigar agora). Há quem goste das de canela, mas eu cá detesto. As chicletes são engraçadas. Podemos mastigar (nao gosto da palavra mascar) durante horas, fazer bolinhas com elas, brincar, e depois... atiramo-as, deitamo-as fora. São descartáveis, no fundo.Usam-se e deitam-se fora. E depois avançamos para a próxima chiclet. Por vezes sinto-me um pouco como uma chiclet. De que sabor serei? Acho que sou de canela...
quinta-feira, 14 de junho de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
há espaço p'ra ti.guardei-te um lugar.
não deixei mais ninguém entrar.estou à espera.
anda, entra!
porque não entras? não pediste que te reservasse um lugar?
então porque nao estás ca dentro ainda?
o espaço continua aqui...vazio, por preencher...destinei-o a ti. tu pediste!
e agora não entras? porquê?
encontraste vaga num outro coração?
mas e o meu?
eu guardei-te o lugar...
quinta-feira, 10 de maio de 2007

a agua caia na banheira, e saia pela torneira, fugindo.
os dias tinham passado, as palavras tinham-se esgotado...e com elas os sonhos.
os segredos que tinham inventado, as conversas que nao poderiam ter sido ouvidas por mais ninguem... o segredo que nao era segredo, era mito.
alguem que nao sabia amar tinha-os levado...e às palavras, e ao sonho!
palavras que nao podiam amar. nao tinham chegado.
doiam essas palavras. doia a falta dessas palavras.
a agua continuava a correr. os segredos a desvanecer. escapavam-se por entre as paredes, por entre as fendas do coração. essas fendas tao vulgarmente abertas e tao dificilmente remendadas.
mudar de casa, mudar de objectivo... não mudou o segredo [passou].não fugiu o amor [ficou].
construir o livro, construir as palavras...ficou o mito.
desperdicio de palavras, desperdicio de sentimentos, desperdicio de segredo. desperdicio.
a agua ultrapassava já a banheira.as palavras, no chão, iam-se afogando.não podiam amar essas.não podiam. iam-se afogando. e o lápis que as escrevia.
e o segredo?devia afogar-se?
o corpo, na banheira, deixava cair a cabeça. devia afogar-se o segredo?
a água cobria lentamente cada pedaço do seu rosto. devia?
debaixo de água, o pedido sufocado de quem que não podia amar. não podia?
o pedido afogou, a alma afogou, o segredo afogou!
terça-feira, 1 de maio de 2007
Galgantes e transponentes.
Sabem [a] algo.
Conjecturam. E profetizam. Erram.
Não passam de sumptuosas bolas amarelas.
Desordenadas, desgrenhadas. Petulantes, extasiantes!
Sem vontade reconhecida. Contusões de vida esmorecida.
Durante quanto tempo [des]esperei? Espavorecida, demorada a mim mesma.
Agarrei-me a não sei bem o quê.
E desse não sei o quê dinamaram as minhas bolas amarelas.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Resposta a Iogurte de Côco *.*
eu posso dar-te um bocadinho da que me resta...não é muita, e por vezes perco-a não sei bem onde...mas é luz, e de vez em quando brilha, de levezinho, de mansinho....mas brilha!
luz? pedes luz?
ou anuncias apenas que não a tens? seja como for, posso tentar dar-te parte da minha luz...não ta dou toda porque senão ficava sem nenhuma e preciso de alguma para ver as outras luzes que brilham (outras luzes...tu...outra luz que brilha...tu!)
luz? dizes luz?
ou pedes antes um espelho?não é isso mesmo? dar-te luz ou dar-te um espelho é o mesmo... o que difere é a tua forma de vê-los...
luz?toma luz!
toma-te!agarra-te!sente-te!vive-te!
luz?está ali...já vês?
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quanto à escuridão... pensa só na luz! =)
sábado, 28 de abril de 2007
que eu não sei apagar.
Pintas o Sol da cor da Terra,
e a Lua da cor do Mar.
[...]
Fazes pinturas de sonhos,
pintas o Sol na minha mao.
És mistura de vento e lama,
entre os luares perdidos no chão."
[...]
Faço pinturas de guerra,
que eu nao sei apagar.
E pinto a Lua da cor da Terra,
e o Sol da cor do Mar.
[...]
Faço pinturas de sonhos,
e pinto a Lua na tua mao.
Misturo o vento e a lama,
piso os luares perdidos no chão.
( Se ao menos passassem de sonhos...)
segunda-feira, 23 de abril de 2007
TRUP'EÇA-NTED ESEQ
saudade antecipada
saudade melancólica
saudade que fez correr rios que há muito haviam esgotado.
compreendi.tarde,mas compreendi!
e, contudo, sei que ainda não entranhei tudo
ah...como é assustadoramente belo!
a música mais poderosa
as palavras mais bonitas...mais tristes!
tão pouco...mas tanto!
ficarão frases, sorrisos, toques
e sobretudo olhares
simples e fortificantes apertos
ficará a memória
pelo menos isso...a lembrança do que já pareceu amargo e agora sabe a doce!
doentio!aterrador..."fabuloso" como alguém disse!
sim.ficará.
humanos!transcendentes e abstractos !elevados em ser!
perigoso?sim!o limite do perigo!o limite da alma!não quero alcança-lo.e contudo parece inevitável.
ficam palavras, corações...ficam almas!
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...ontem compreendi.ontem, Domingo, dia 21 de Abril de 2007,última apresentação da peça "Circuspeare", dos TRUP'EÇA, ao público, compreendi. Vi o que só vocês podem também ver. E agora que vi...PUM! Vai-se...
Obrigado por tudo o que me deram, foram a serão. [Eu sei que o texto tá mauzito mas enfim..é o que sinto.que não sei bem o que é... =)]
beijo em vocês todos pessoas especiais'
quinta-feira, 19 de abril de 2007
-vês?-disse ele.
-o quê?
-luz!olha a luz!
-que luz?
-aquela!ali!
-aquilo é luz?não pode ser.... procurei tantas vezes e aquilo nunca me pareceu luz.
-mas eu digo-te que é.já te vejo mais iluminada.
-são as tuas palavras que me iluminam.não aquilo que afirmas ser luz.
-as minhas palavras são aquela luz.
-são?
-são.
-então aquela luz sempre é luz.e contudo nem sei ao certo quem és.
-também não sei...só sei que brilho em ti.
-não sabes?como?
-da mesma forma que tu também não sabes.
-quem te disse que não sei?
-tu.dizes-me sempre.a mim e a todos.basta olhar-te.talvez não tenhas é dito a ti própria.
-talvez seja isso...mas agora já sei que não sei quem sou...que paradoxo estranho.
-não é não...raros são os que sabem quem são.
-muitos são os que afirmam saber.
-muitos são os que fingem saber...na realidade, ninguém sabe.já vês a luz?
-sim...muito débil, mas visível...parece bonita!
-é linda!
-mostra-me mais!quero ver...
e ele mostrou. teceu cada fracção de luz para ela...fez os seus olhos brilharem ainda mais...desta vez de expectativa, e não de temor. costurou-lhe cada palavra luzente, viva...ela própria já se sentia... e quando finalmente a luz parecia estar perto, grande,gigante...
afinal não era luz...não!oh não!não era de todo luz.era imagem falsa,fraca!feia...falsas palavras, falsas sensações...luz? ...a que mostrava a falta de força da sentença...e que sentença essa...a voz que antes lhe falava emudeceu...e ele começou, lentamente, a desvanecer-se em sonhos acordados.
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-vês?-disse ele...
sábado, 14 de abril de 2007
deep breath and here it goes again
A mão sobre o corpo.
A mão sobre a alma!
A mente que mente
[Falta de] Consciência...
O tempo engana sem sequer preocupar-se em dizer olá...
Não mais.
Não menos.
Não nada.
Não há nada.
Apenas um toque.
Ou nem isso...
Não há nada do outro lado.
Há deste!
Do outro não...
Ou talvez não haja deste sequer.
Quer este que haja?
Este quê ?
O meu lado?
O lado de outrém?
É sequer um lado?
Atraso de um toque,
que por isso já não é mágico,
que por isso se esquiva a um outro.
Sobretudo presenciado!
Toque...toques...
Que importa se foi mais que um?
A falta de sentimento neles foi a mesma...
Revelar meu lado secreto
nestas palavras enrodilhadas
como se de fios de lã se tratasse...
Não quero mais que escreve-las...e saber lê-las.
Toque?
A mão sobre a mão?
A mão sobre o corpo?
Não...a mão sobre a alma.
deep breath and here it goes
Não
Ser-te quem queres que seja
E que não sou...ou serei?
Já não sou quem quiseste que fosse
Já nem me sou nem a mim
Ser-me quem sou.
Contar-me.
Mil histórias de embalar
Mil histórias de [des]encantar
Mil memórias, mil canções
Sim...ser-me quem sou!
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Cantar sem melodia.
Hoje todas as melodias são vazias.
O piano não toca, não consigo pintar um quadro mágico.
A não ser aquele que rabisco naquilo a que chamaram mente [e eu minto]
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Fúria? Dragão?
Nem para ser dragão a alma cresce.
Contesto, protesto...revolução anti-não sei o quê!
E de resto?
Fica a manifestação ditatorial auto-censuradora.
E de resto?
Tem razão o ditado...arde sem se ver...mas queima.
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Riso tresloucado..a metáfora mais acertada
Que se deitou no lado errado, que talvez nem seja um lado
Ou talvez apenas dita à pessoa errada.
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Amor? Qual amor?
Ver? Não há nada para ver.
Nada para amar.
Nada para sentir...
Talvez mesmo nada para ser.
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E dizia Gepeto que iría consertar a marioneta...
domingo, 8 de abril de 2007
domingo, 25 de março de 2007
quinta-feira, 22 de março de 2007

Parar!
De sentir,de saber...de querer saber. [Re]parar em mim. Parar para procurar-me onde me acho perdida. Chamar por mim. E ouço a minha voz. Só não a sigo. Ecoa... Não a sigo. Vou por onde não sei ou não devia ir...perco-me mais um pouquinho. Só mais um pouquinho... Afinal sonhar faz-me esquecer-me de que me perdi.
"Mas faz também esqueceres-te de te procurares"- ouço a minha voz. Mas não a sigo. Passo ao lado. Ando por onde não sei andar. Perco-me por onde não me sei perder. Falo o que não sei falar. Falo?
Parar.
Parar? Parei?
segunda-feira, 19 de março de 2007
Olhaste?
Olhei?
domingo, 18 de março de 2007
Ela vê.me!
Sim, Inês Macedo, chegou a minha vez de te escrever! Porque tu me sabes ler, e eu tb te sei ler! E gosto que nos saibamos ler. E quero ler-te p'ra sempre.... sem nunca esquecer, claro, as batatas fritas de presunto e o sofãsinho azul, que connosco teve já tantos encontros....e o homem que até parecia verdadeiro...
sexta-feira, 16 de março de 2007
OH NÃO!! JÁ NÃO SEI POSTAR!!
VÁ LÁ.PESSOAL! AJUDEM A COMBATER A MINHA FRUSTRAÇÃO POR NÃO SABER O QUE ESCREVER....PARA DICAS, DEIXEM SOB A FORMA DE COMENTÁRIO OU CONTACTEM-ME ATRAVÉS DO MAIL!
[acho que pertenço à casta de aleijões e pedintes que António Lobo Antunes (Inês, acho que sabes porque decorei este nome...) refere na sua crónica sobre semáforos].
biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii*
beijo em todos*
Vejo?
Dizes-me que vejo?
Ver o quê?
O que há para ver?
Nada!
Nada no espelho!
Sim,nada!
Sou eu!
Não aceitas?
^
Não!
Não vejo!
Insistes que sim?
Se calhar só não quero ver!
^
Vejo?
Vejo bolas e bolas à minha volta
e voo nelas a tentar encontrar a certa.
Mas volto sempre ao mesmo sítio!
São bolas!
Redondas!
E ando em círculos!
Ven - da - da!
Des - bo - ta - da!
Des - fo - ca - da!
Sus - pen - sa!
^
Vejo?
^
Vês?
quinta-feira, 15 de março de 2007
What if i carry (me) on?
terça-feira, 13 de março de 2007
_^
ficarei aqui
até [nunca mais] saber
até [nunca mais] rir
estática
à espera
até [nunca mais] me ver
até [nunca mais] tocar
cansada
esperar de outra forma
esperar?
só sei [nunca mais] sentir
mudei de casa (enquanto ainda a tenho)
mudei de rua, de mundo...
até [nunca mais] vir
até [nunca mais] sorrir [p'ra mim...e p'ra si!]
ainda vejo a casa onde morava ontem
a gravidade tenta arrastar-me
e levar-me de novo a ela
e eu arrisco não me deixar levar...NUNCA MAIS????
